quinta-feira, junho 12, 2008

Tenho uma amiga que está um pouco confusa sobre o novo papel da mulher no jogo da sedução. Nos dias que correm é suposto que seja a caçadora ou mantém o seu papel supostamente ingénuo de presa?
Tenho uma amiga à beira de um esgotamento, outra a entrar em depressão, outra que continua à espera por quem não deve esperar. Tenho uma amiga que toca e foge porque não lhe é permitido ficar. Tenho uma amiga rodeada de abutres à espera que ela caia. Tenho uma amiga em banho-maria. Não é um bom momento para as minhas amigas apesar de continuarem as gargalhadas e os copos e os brindes. A quê? À mudança. É urgente.

quinta-feira, junho 05, 2008

Tenho uma amiga que de dois em dois anos, mais ano menos ano, é obrigada a tomar decisões. Não são decisões de animo leve que a vida passa por ela em peso, a vida não quer ser uma aragem e obriga-a a virá-la do avesso. Mas a pergunta é: porquê? Porque é que quando a vida dela pode melhorar há sempre a de alguém que piora um bocadinho? É sempre assim? Tem de ser sempre assim? E as decisões? Não podem ficar-se apenas pelo dilema de atravessar ou não a rua no vermelho, comer pão ou cereais ao pequeno-almoço, vestir saia ou calças de manhã, dormir ou não mais 1o minutos, ir à festa ou ficar a descansar, beber vinho branco ou vinho tinto... há tantas decisões que ela poderia tomar sem o peso de uma vida pela frente. É mais uma fase para aguentar sem medo. Que o futuro cheira o medo.

terça-feira, junho 03, 2008

Amy Winehouse - Back to Black - Live Rock in rio

Agora...

Sim, depois há os que mudam drasticamente em 4 anos.

Amy Winehouse - Stronger Than Me - Wembley - 2004

Antes...

segunda-feira, junho 02, 2008

Tenho uma amiga que viu Bon Jovi ao vivo duas vezes. A primeira foi há quinze anos. A última foi no sábado. Em 93 tinha quinze anos, viva no Porto, era virgem, não fumava, não tinha asma, e fez do concerto o acontecimento do ano. Foi com duas amigas do Porto a Lisboa para ver Bon Jovi, para ver a banda favorita, para ver o homem com quem sonhava todas as noites. Ele estava com uma camisa branca e um fio ao pescoço. Foi entrevistado pela Sofia Louro para a RTP, a mulher mais invejada desse dia. Começou o concerto com I believe do álbum Keep the Faith. E o resto… o resto aconteceu também no sábado. Ela voltou a ter 15 anos. Os gestos, os tiques, as músicas, a competência em palco. Ela voltou a ter 15 anos. O cabelo do senhor Bon Jovi, a voz. You give Love a Bad Name, Bad Medicine, Ohhhh she’s a little Runaway. Ela voltou a ter 15 anos e sabe as letras todas de cor. Ela tem agora 30 anos. As amigas também. Depois do concerto de há 15 anos foram às suas vidas. Tiraram cursos, casaram, uma teve filhos e a outra é advogada. A minha amiga mudou-se para Lisboa, faz parte do mundo dos media, fez escolhas, cresceu, esqueceu-se que, um dia, foi fã de Bon Jovi. Até sábado. Ela voltou a ter 15 anos. Nessa noite voltou a sonhar com o senhor Bon Jovi. O melhor do concerto é perceber que, 15 depois, eles estão iguais, com a mesma garra, com a mesma competência, com a mesma capacidade de pegar no público do início ao fim do concerto. Mesmo que seja mecanizado, mesmo que a camisola da selecção vestida no final do concerto tenha sido manobra e não sentimento. Que importa? A minha amiga de 30 anos voltou a ter 15 e gritou uma vida que passou durante o concerto dos Bon Jovi.
Tenho uma amiga que foi ao Rock in Rio porque teve de ser. Não gosta do conceito, da falsidade que inspira a frase Por um Mundo Melhor, das pessoas que só lá vão porque fica bem ir ao Rock in Rio, do cartaz, do aspecto limpinho porque festival é à Woodstock, sujo, cheio de drogas e rock&roll e algum sexo (sem chegar ao estado da querida Amy)… não gosta das famílias inteiras de mãos dadas a impedir o trânsito solto de quem quer correr. Mas foi. Foi para ver a decadência em palco chamada Amy Winehouse. A grande revelação dos últimos tempos não vai passar disso mesmo, de revelação. Não vai ter tempo. O que é pena. As canções são brilhantes, soul dos tempos modernos como ninguém consegue fazer, a voz é enorme, mas a imagem marcada pelo excesso é adoentada. Toda a gente se questionava se ela iria ou não aparecer. Antes não tivesse aparecido.

domingo, maio 25, 2008

The Strokes - Last Nite

Só mais uma...

Beggin' - Frankie Valli video re-mix

Tenho uma amiga que tem um carro muito melhor do que o LUX. E nessa noite todos queriam entrar mas só havia lugar para nós. Vale a pena amigas assim, carros assim, música assim, noites assim.

Starry Starry Night

Tenho uma amiga que pede desculpa por este momento. Mas há noites assim... em que nos confundimos com as estrelas do céu. É bom poder partilhar essas noites com as amigas que eu tenho.

quinta-feira, abril 03, 2008

Tenho uma amiga que está farta dos homossexuais. Não é homofobia, é desespero mesmo. Por isso decidiu fazer um "Protesto das mulheres diante da explosão do homossexualismo masculino em todo o mundo". Oram vejam:

Ya!!! Muito Bom!

quinta-feira, março 20, 2008

Tenho uma amiga que saúda todos os que aguentam vento, chuva e subida do preço do tabaco só para fumar um cigarro.

Diálogo

Num funeral...

- Coitado, mais um de morte precoce. Era fumador...
- Morreu de cancro?
- Não. De frio.

sexta-feira, março 14, 2008

curso de Merengue

Tenho uma amiga que vai de Cana. Punta Cana... O que é que se aprende em Punta Cana? A cultura e costumes dos dominicanos? Não. O Merengue.
A treinar... suavemente.
A amiga manda dizer que está cheia de salero

quarta-feira, março 05, 2008

Californication church scene

Tenho um amigo que é o Hank. Hank is My Best Friend.

Sweet Baby Jesus... Hank is going to Hell...

Esta é a melhor série dos últimos tempos. Se calhar de sempre. Quem quer ver médicos coxos com mau feitio, presidiários com mapas nas costas, gajos perdidos que se matam uns aos outros, Horácios com ar de bestas metidos a bestiais, empresas monocórdicas que imitam séries britânicas, quem quer isso quando se tem o HANK????

Hank is my best friend. Viciem-se à vontade. Ele podia ser um dos nossos amigos.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Tenho uma amiga que é um edifício. O Edifício Magnólia. E que me lançou um desafio. Quem consegue dizer Não a um desafio?

•7 coisas que sei fazer bem:
Falar com gatos
Gastar dinheiro
Dormir
Arrotar (arroto com muita classe, vos digo)
Beber álcool
Estar sozinha
Uma coisa que envolve língua e muita vontade: comer.

•7 coisas que não sei fazer:
Porque será que tenho menos dificuldade em preencher as 7 coisas que não sei fazer bem? Só pode ser mau sinal, mas aí vou eu
Fretes
Falar com desconhecidos (a não ser que tenha bebido muito álcool)
Bolos
Desporto (quase todos. Por exemplo, tenho alguma dificuldade em nadar e respirar ao mesmo tempo. Não se riam, é derivado da minha ligeira incapacidade motora.)
Conduzir.
Acabar relações. Ainda ontem comentei isto com alguém. Não sei, não gosto.
Andar de saltos altos. Cada vez admiro mais as mulheres que andam e sabem andar lá em cima sem parecerem éguas descoordenadas.

•7 coisas que digo frequentemente:
Coiso e cenas
Oh minha coisa!! Xirurdjhasdjhettiii (aos meus gatos).
Vais foder? (a uma amiga minha)
Estou a morrer
Deves!
Pois não sei
Eu também!

•7 Qualidades que aprecio no sexo oposto (ou no mesmo sexo, se for o caso):
Higiene
Inteligência (parece cliché mas exijo inteligência acima da média.)
A paciência para me aturar
O tamanho… do coração (as boas pessoas atraem-me… desde que não sejam bananas!)
Segurança e firmeza (lá está… bananas não!)
Integridade
Criatividade

•7 filmes favoritos:
Kramer vs Kramer
Manhattan
Annie Hall
Closer
Love Actually
Só porque revi há pouco tempo: Lost in Translation
As fantasias de Tracy
And many more… (porquê só sete?)

•7 actores/actrizes preferidos(as):
Uma vez que terminei a minha relação com o Jude Law… o amor foi anulado por falta de comparência… não respondo. Alem disso são muitos e não estou com paciência.

•7 vítimas:
Quem quiser. Se eu não nomear vítimas vou ficar quanto tempo sem sexo?

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Tenho uma amiga que abriu inscrições para uma workshop muito especial. “Como ser cabrão: aulas práticas e teóricas”. Sim, porque há que saber ser cabrão e não são, afinal, todos os homens que o conseguem. Há um ponto que é preciso esclarecer logo à partida. Um cabrão e um libertino são coisas diferentes. Um libertino é o que pratica o culto do corpo, do prazer, do sexo. Um libertino não come por comer, alimenta-se. E sempre com o conhecimento prévio do alimento em si. Um libertino diz: “Queres foder?” se for um libertino harcore; ou dirá “tenho uma vida para ti na palma da minha mão” se for um libertino literário. Um libertino não tem estratégia deliberada. Um libertino pode até entregar-se a uma mulher e também a um homem. O corpo interessa, o género pode não interessar. Não há que lhes levar a mal. Um cabrão, nunca. Um cabrão é muito macho. Ainda não está devidamente organizado o programa mas ficam alguns pontos que me parecem essenciais.

Como ser cabrão: A abordagem.

Um cabrão pode parecer cabrão de aspecto mas nunca na atitude. Um cabrão nunca diz que é um grande cabrão. Ele faz-te sentir especial, única. Vais sentir que estás a dominar a situação e que vais quebrar o role de engates que ele tem no currículo. Um cabrão, na primeira fase da abordagem, não te ignora nem te faz sentir mais uma. Desde mandar flores, enviar-te lingerie para o emprego exactamente do teu número se for um cabrão mais requintado, fazer-te surpresas (como levar-te a um hospital e dizer nas Urgências que não estás bem porque não vês que ele é o amor da tua vida, e isso é grave e uma Urgência), escrever-te cartas de amor irresistíveis ou mandar sms consecutivamente se for um cabrão dos modernos ( sms do tipo: “Não me sais da cabeça. E agora?).

Como ser cabrão: Marcar o encontro.

Um cabrão como deve ser não aceita um Não. Ele vai insistir sempre até tu cederes. Um cabrão não fica à espera que faças alguma coisa. Ele é proactivo. E não gosta de jantares sem sobremesa. Não tem paciência para a conversinha, o cinemazinho, os passeios no parque. Jantar, só uma vez e depois a coisa fica resumida a sexo. Não muitas vezes porque já está outra em fila de espera e não há que fazê-la esperar muito.

Como ser cabrão: o desfecho.

Há sempre um desfecho com o cabrão e ele quase sofre com isso. E aqui é que se vê se é um cabrão-aprendiz ou um cabrão-mestre. Um cabrão aprendiz desaparece, ou diz-te que está com problemas ou o célebre “não és tu, sou eu”. Um cabrão-mestre faz-se sentir mal por ter de partir.

Exemplo de diálogo:

Cabrão: Não me ligas nenhuma
Vítima: Eu??? Tu é que não dizes nada há três dias
Cabrão: Se calhar devias perguntar-te porquê. Mas tu é que sabes. Tu é que escolheste assim.

Cá está. E só depois desaparece. Isto é um cabrão como deve ser. Se a vítima for pouco experiente ou então só pouco inteligente fica em desespero. COMO É QUE FOI ELA A ESTRAGAR TUDO??!! Se for uma vítima inteligente, percebe o esquema, pode até bater palmas e pensa baixinho: “Ah cabrãooooo” e sorri. Há que lhes dar valor.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Tenho um amigo que vai ser pai. Ele ia jurar que não sabia quem era a mãe até a barriga crescer... parabéns ao amigo.
Tenho uma amiga que gostava muito de ser assim:

Tenho uma amiga que gostaria muito de ter metade do aspecto destas amigas aqui... Mas lança a pergunta: Será que estas amigas, pelo aspecto, viam a vida facilitada? Tinham metade dos dramas das comuns mortais? Tinham complexos? Alguma vez sentiram o coração partir-se? Não sei se a beleza facilita assim tanto. Sei apenas que dura muito pouco.












segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Tenho uma amiga que me perguntou “a que é que te vais vestir no Carnaval? Eu vou de pega”. Hoje não me apetecia vestir de nada que não fosse de mim própria. Há gente que se despe, não é? Mesmo que isto não seja o Brasil e o Carnaval aqui não signifique expressão corporal ao mais alto ritmo. Há gente que se veste de outra coisa, que inventa uma vida nova, seja ela de prostituta ou Jesus Cristo. Acho mal, acho mal que haja só um dia para isto (ou mesmo 3, que o Carnaval são 3). Porque às vezes bem me apetecia acordar e poder vestir a pele de outra pessoa. De uma enfermeira sapatona, de uma bruxa, de um mecânico de automóveis, de fada… se calhar de fada, não. Mas haveria algum porteiro a deixar-me entrar no sítio menos trendy da cidade se eu aparecesse vestida de fato-macaco com as mãos sujas de óleo? Não!!! E porquê? Porque é que durante uns dias tudo é permitido quando só me apetece que tudo seja permitido justamente quando é proibido? Hoje que é Carnaval vou vestida de mim. Qualquer dia visto-me de mulher que já é tempo…

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

The Beatles - Blackbird

Tenho uma amiga que não gostou nada de ouvir isto ontem. Tenho outra que adorou. A mesma música, estados de espírito diferentes.