quinta-feira, setembro 11, 2008

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Tenho uma amiga que mesmo antes de...
This is from the film Before Sunset, Richard Linklater's sequel to his first movie about an American (Ethan Hawke) and a French woman (Julie Delpy) who fall in love in Europe. In this clip, Delpy's character performs a waltz she wrote that describes her experiences in the first movie. I've been a long-time fan of Delpy, and wasn't aware she was such a great musician until I saw this part of the movie (she wrote the lyrics and the music, I believe).
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quarta-feira, setembro 10, 2008

Tenho uma amiga que vai a Londres. Antes de Londres vai a Roma. Vai a Roma de férias. Vai a Londres de rajada. Há sempre um bom motivo para ir a Londres. A Londres para se encontrar. Para encontrar alguém. Para encontrar Londres. Há dois anos a cidade foi um ponto de partida, uma visita inesperada. Há dois anos foi a Londres estar sozinha e ele apareceu em Russell Square. Tudo muda. Este ano vai a Londres cumprir uma promessa. A promessa de ir a Londres em Setembro. Como é Londres em Setembro? Lisboa em Setembro é cheia de dúvidas. Umas vezes cheira a molhado de fresco outras a sol transparente. Lisboa em Setembro respira de alívio e de espanto porque conseguiu chegar a Setembro. Prepara-se para os dias frios. Compra botas, recolhe a ventoínha, faz as malas para deixar o Verão. Passa as tardes a comer tostas de queijo de cabra a ouvir fado com vista para o Tejo. Vê-se e faz-se filmes. Fecha os olhos e pensa que nunca vai ter de dizer adeus às amigas (e amigos) que tem. São coisas que se pensam em Lisboa no mês de Setembro. Com bilhete de avião emitido. Para Londres. Desta vez vai ser diferente. Não leva um guia para visitas obrigatórias. Não leva linhas de orientação. As linhas estão escritas na mão... dizem as videntes. Mas não quero que as leiam. Não quero saber o que dizem. O único mapa que leva é o astral, para quem acredita nessas coisas. Quero ser portuguesa e antecipar este sofrimento todos os dias como nós tão bem conseguimos fazer. Já me vi em todas as situações, já pintei todos os cenários, já me vi desistir de ir. Mas vou. O pior que me pode acontecer é deixar de gostar... de Londres. Mas também disso não tenho medo. O céu de Lisboa não se compara ao céu de Londres. É, literalmente, de longe mais bonito!

Will you let me romanticize,
The beauty in our London Skies,
You know the sunlight always shines,
Behind the clouds of London Skies.

Nothing is certain except everything you know can change,
you worship the sun but now,
can you fall for the rain...

Jamie Cullum, London Skies.

Tenho uma amiga que.... o resto escrevo no regresso. Fui.

terça-feira, setembro 09, 2008

Tenho uma amiga que ontem viu um filme que já devia ter visto há algum tempo. "Antes do Amanhecer". Ethan Hawke e Julie Delpy nos papéis de Jesse e Celine. É de 1995 mas podia ter sido de hoje. Leva a história com ela na viagem que se aproxima. E deixa algumas citações.

Jesse: I don't know, I think that if I could just accept the fact that my life is supposed to be difficult. You know, that's what to be expected, then I might not get so pissed-off about it and I'll just be glad when something nice happens.

Jesse: I know happy couples... but I think they lie to each other!

Celine: I like to feel his eyes on me when I look away.

Jesse: You know what's the worst thing about somebody breaking up with you? Is when you remember how little you thought about the people you broke up with and you realize that is how little they're thinking of you. You know, you'd like to think you're both in all this pain but they're just like 'Hey, I'm glad you're gone'.

Celine: Isn't everything we do in life a way to be loved a little more?

Celine: Well, who says relationships have to last forever?

Pode ser que encontre um Ethan Hawke na viagem....

segunda-feira, setembro 08, 2008

Tenho uma amiga que agora está sozinha. Sozinha não. Com os paramédicos do amor! Deixem-me explicar. Sábado de Manhã. Recebo um telefonema. Do outro lado uma amiga a chorar. Por causa do amor que lhe fez mal e ela cheia de dores. De cabeça. Do estômago. Da alma. O que é que eu podia dizer? "Não te mexas, respira fundo 10 vezes, não feches os olhos, come uma peça de fruta...". Por acaso podia ter dito. Mas sou uma mulher de acção. Peguei no terceiro amigo, na malinha dos primeiros socorros e fomos. Em grande velocidade...passamos um vermelho (mas foi proque ele não viu) e eu até fiz o barulhinho da sirene. Tinau...tinau...tinau... os paramédicos do amor ao serviço dos amigos. Ou os paramédicos dos amigos ao serviço do amor. Fomos expulsos. Não temos grande jeito e ela tem um grande feitio. Depois ficou tudo bem e passamos juntos o primeiro fim de semana de Inverno. Já passou. Tirámos fotos, rimo-nos, precipitamo-nos, deprimimos - mas só um bocadinho porque não tenho paciência e o telefone até vai tocando- vimos um filme, comemos gelado, maldissemos os objectos da nossa afeição, comemos muito, chegámos à conclusão que queremos viver juntos. Chegámos à conclusão que não queremos viver juntos. Dormimos juntos. Tenho uma amiga que não está sozinha. Estamos cá para ela. Os paramédicos do Amor!

E agora... retiro um texto do blog dela que faz mais sentido do que nunca. Do mestre Miguel Esteves Cardoso.


O amor fechou a loja.
Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo.
O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode.
Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina.
O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino.
O amor puro é uma condição.
Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.
O amor não se percebe... Não é para perceber.
O amor é um estado de quem se sente.
O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade.
É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre.
Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente.
O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.
Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra.
A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um minuto de amor pode durar a vida inteira.
E valê-la também."
(Miguel Esteves Cardoso)

domingo, agosto 31, 2008

Stevie Wonder - Master Blaster (Jammin')

Tenho uma amiga que me dedicou esta música. Isto a caminho de Lisboa...a passar a ponte. 8 da noite. Sim, da noite... sinal de que o Verão está a chegar ao fim. E nós a fingir que não percebemos nada, a disfarçar com Muralhas e sushi. Hoje é o último dia de Agosto. E este foi mesmo o último Verão deste ano.

The Script - The Man Who Can't Be Moved

Tenho uma amiga que descobriu esta música e guardou-a sem perguntar se pertencia a alguém...

sexta-feira, agosto 22, 2008

Tenho uma amiga que se está a separar. Tenho um amigo que não sabe se deve separar-se. E eu sou muito egoísta. Porque há um lado obscuro e sórdido de mim que espera que sim, que os dois se separem. Que fiquem os dois só para mim. Para passarmos o Inverno os três de sofá, manta e filmes para chorar. Para planearmos viagens e casamentos a 3. Para eu ser a Miss Tiro-no-Pé SEMPRE até a fazer chorar de tanto rir e fazê-lo abanar a cabeça já sem esperança em mim. Para aturar o mau feitio que eu mais gosto. Para ouvir com um sorriso silencioso o meu amigo dizer “porque eu sei muito bem aquilo que quero, eu sou de fechar portas” com a porta escancarada. Para desmarcar jantares só por eles. Para comer melancia até mais não, sem sentimentos de culpa. Para falarmos de auto-estima. Para nos enganarmos quando falamos de auto-estima. Para que eu tire muitas fotografias a mim própria e seja apanhada em poses estúpidas. Para levar na cabeça. Para ajudar a levantar a cabeça. Para irmos a Nova Iorque ou a Amesterdão. Se continuarmos no modo que-se-foda-o-amor vamos a Amesterdão. A droga é sempre um escape e já estamos habituados a ver-nos sob delírio. Tenho estes dois amigos que quero para mim neste Inverno. Porque será o primeiro Inverno, em muitos anos, que passo sozinha. E o grave problema é que tenho sempre os pés frios no Inverno.
Tenho uma amiga nova. É a

quinta-feira, agosto 21, 2008

Tenho uma amiga que anda aflita para ter um compromisso. Aliás, parece-me que anda tudo aflito para ter um compromisso nos dias que correm. Até a revista Máxima trazia um artigo “Onde andam os homens?” e tal que os homens não querem compromissos e mais o raio que parta a palavra compromisso. Os homens andam aí que eu bem os vejo e ainda ontem um amigo me dizia que sentia falta de andar de mão dada com alguém. Há uma coisa que, homens e mulheres, deviam deixar de parecer: desesperados. Ninguém quer ter uma relação com alguém que esteja desesperado para a ter. Porque tira o encanto e a tusa. Porque deixa de ser especial para ser necessária. Porque enerva e entristece. “Os homens só querem ir para a cama e depois não querem mais nada”. Provavelmente porque aquilo da cama não correu muito bem - acrescento eu- ou porque aquilo da cama foi seguido de uma conversa interminável com direito a interrogatório e quatro mensagens seguidas no telemóvel (mais do que as vezes que o sexo foi feito) e isso.. é chato! A vontade de ter um compromisso, de se assumir alguém, aparece em crescendo, digo eu. Depois de muitas one night stand com a mesma pessoa, muitos desencontros, muitas certezas de que aquilo não vai passar daquilo, muitas recusas, pontos de interrogação. Todas as minhas relações sérias e duradouras (só tive 2) nasceram assim, de casos que não iam passar de casos. Quando demos por nós já estávamos lá completos e não havia espaço para mais ninguém. Sou mulher e também fujo de quem está desesperadamente à procura de relacionamento sério. A fuga é simples: “não estou preparada para ter um compromisso”. A verdade tem mais algumas palavras: não estou preparada para ter um compromisso… contigo… chato do caraças!

sábado, agosto 16, 2008

Adele - Chasing Pavements **IN SYNCH**

Tenho uma amiga que ouve esta música uma vez por dia...

"If I tell the world I'll never say enough 'cause it was not said to you."

Achei que devia dizer.

quinta-feira, julho 31, 2008

Tenho uma amiga que está grávida!!!!!!!!!!!!!!! E eu histérica. Tinha de contar mas como não posso contar a ninguém fica só entre nós. (desculpa lá não ter conseguido ao mesmo tempo que tu mas neste momento não dá mesmo.)

quarta-feira, julho 30, 2008

Tenho uma amiga com o interior todo apertadinho. O coração inchou do vazio soprado com fôlego e tudo à volta tem agora pouco espaço para simplesmente estar.

quinta-feira, julho 24, 2008

Tenho um amigo que acha que uma relação sem compromisso é como um estágio de 3 meses e que, por isso, o mais provável é não conseguirmos o emprego. Não concordo. A ideia parece-me derrotista à partida. Eu também fiz um estágio de 3 meses e fiquei onde estou há 9 anos. Com direito a entrar nos quadros e tudo. Subsídio de férias e aumentos todos os anos. Ainda bem que fiz o tal estágio de 3 meses.

Mas do que eu gosto mesmo são relações a recibo verde. É certo que não há subsídios de férias nem de almoço nem descontos para a segurança social, mas pode-se estar ou não, e voltar a estar e dar descanso e não há horários definidos. Só se fica enquanto se está bem, não se está presa a contratos, só a palavras de honra e às vezes nem isso.

Já me faz alguma confusão o complemento de ordenado. Parte do ordenado que é dado por fora. Significa que aquilo que recebemos assumida e declaradamente não é suficiente. E isso deixa-me triste. E deixar-me-ia desconfortável se o recebesse.

E quem diz que estar desempregado de uma relação é um flagelo social e emocional diz uma grande mentira. Pode-se sempre voltar a estudar e fazer evoluir a parte interior de nós. Dar descanso ao corpo e activar o cérebro. Se a coisa ficar preta e nos faltar o dinheiro para comer sempre se pode optar por um part-time levezinho. Ou um empréstimo bancário. Ou parental.

Só falta saber como será a Reforma. Mas tenho para mim que com a vidinha que levo nunca lá chegarei. Vamos ver…
Tenho uma amiga que tem um amigo que foi viver para Londres. Mas antes de ir provocou uma alteração climática. Não percebemos se foi aquecimento global ou localizado, se foi apenas uma pequena simulação de "enfase". Não percebemos se a amiga V foi ou não brindada com umas gotinhas nos pés. Não percebemos como é que conseguimos conversa de 2 horas com um carpinteiro-a-fingir. (foram 2 horas??). Foi mais uma das nossas noites míticas. Não percebemos como é que o KY se transformou num modelo de carro francês. Não percebemos quase nada porque nos lembramos de muito pouco. Mas para o amigo emigrante... Espero que vivas muitas aventuras dos 5 menos 4 e espero que voltes ou fiques com british accent. E espero que, um dia, consigas tocar e ver os mamilos do tal Luís.

terça-feira, julho 01, 2008

Tenho uma amiga que quer a casa do Tendinha. Alguém lhe diga para sair agora que a minha amiga já contratou a empresa de mudanças.

(Se ele não sair… terá de aparecer outra casa igual para alugar. Para os lados da Sé. Tá?)

sexta-feira, junho 27, 2008

Tonight I have to leave it- Shout Out Louds

So I heard it's no good to run
but it feels so much better now that it's done
and tonight I have to leave it

Tenho uma amiga que sabe que este blog se está a transformar numa colectânea do tipo Now mas com vídeo. Mas a vida da minha amiga precisa de banda sonora como pão para a boca (apesar de não gostar de pão).

Aqui fica mais uma do Now Tenho uma Amiga 68. (é o número que está lá perto mas que se dá ao respeito).

quinta-feira, junho 26, 2008

Tenho uma amiga que tinha uma dúvida. Já lhe tinham dito que, no que diz respeito a homens e relações, enviava os sinais errados. Não sabia o que queriam dizer. Tivemos ontem uma conversa esclarecedora. Sobre o papel das mulheres, o novo papel das mulheres que nos baralha sempre um bocadinho a todas. Porque é que os homens parecem preferir as insonsas e fugir de nós, independentes e emancipadas? Porque enviamos a mensagem de sermos predadoras e cabras insensíveis desejosas de carne fresca o mais fast e descartável possível. E eles, claro, apenas pagam na mesma moeda. E é a partir daqui que se vê a diferença. Porque apesar de todos os sinais enviados nesse sentido, apesar de toda a vontade em ser uma cabra insensível, a mulher envolve-se. Quase sempre. A máscara cai. A cabra torna-se num bambi enjoativo. Mas é um caminho irreversível. Porque o homem já nos pôs o rótulo. E assim se explica tudo de repente. Porque é que os homens preferem as insonsas do que as emancipadas sexuais? Por isto. Ou não é?

terça-feira, junho 24, 2008

Roupa Nova - Dona

Tenho uma amiga que é bimba. Mas às vezes sente-se Dona do Mundo e desses animais. É o pequeno mamífero armado em besta de grande porte. Gosto de bimbas assim, donas do mundo. E o mundo começa no nariz de cada uma!

quarta-feira, junho 18, 2008

Novo anuncio super bock (versão director's cut)

Grande anúncio, grande música, pessoas autênticas, o autêntico, como o slogan pede. O slogan e todos nós...

You see the smile that's on my mouth
It's hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what
I've been through like you do
And I was made for you...

quinta-feira, junho 12, 2008

The National, Slow Show

Tenho uma amiga em ritmo Slow Show dos National. É isto.

Standing at the punch table swallowing punch
can’t pay attention to the sound of anyone
a little more stupid, a little more scared
every minute more unprepared

I made a mistake in my life today
everything I love gets lost in drawers
I want to start over, I want to be winning
way out of sync from the beginning

I wanna hurry home to you
put on a slow, dumb show for you
and crack you up
so you can put a blue ribbon on my brain
god I’m very, very frightening
I’ll overdo it