segunda-feira, março 12, 2007

Tenho uma amiga que saiu no sábado. A saída tinha tudo para dar certo. A saída teve tudo para dar errado. Não deu nem para um lado nem para outro. A festa era de dois amigos.
Logo à partida prometia...
Cheia de gente gira (mais as mulheres), bem disposta, um dj conhecido… principalmente na Margem Sul, vista para o rio, comida e bebida (isto sim importante num jantar de portugueses, mesmo que sejam portugueses com muito glamour e dietas de dois em dois meses).
Logo à chegada desconfiava-se...
Jantar volante ou ambulante ou lá o que é. Jantar em pé, tudo ao monte para tirar o melhor bocadinho de salmão (por acaso muito bom). Depois música aos berros. E conversar ao jantar, não? Não. Come e cala que a música não deixa ouvir ninguém. Quem tentou um diálogo, hoje teve estar afónico. Ou gritos ou ir lá para fora, falar ao relento. Estava concluída a primeira parte da noite de sábado.

Deve aqui acrescentar-se que, ao contrário da imagem que a minha amiga tinha de festas deste género, nada de muito espectacular aconteceu. Onde estão as festas dos anos 80 com orgias & cocaína? Estavam lá gentes da rádio, televisão, jornais, publicidade, música e até actores. (ok, 1 actor. Ok, mais ou menos actor). E nem um escândalozinho? Nem uma linha? Nem sequer bebedeira de fazer corar no dia seguinte? Nem sexo? Aliás, poucos fumadores, cambada de saudáveis. Já não se fazem festas como antigamente. Esta esfera de gente agora deu para ser certinha.

Adiante.

Passo seguinte: Jamaica. Que destino fantástico. Infelizmente trata-se do Jamaica no Cais do Sodré, não confundir. E infelizmente trata-se do Jamaica num sábado à noite. Ou seja, tentativa de esmagamento colectivo ao som de The Power Station- Some Like It Hot ou Aztec Camera. Por aí. Chegam a amiga e gajo da amiga. Vertigem da multidão. Saem amiga e gajo da amiga. Fica para outro dia. Um de semana que não sirva para esmagar ninguém numa pista de dança. O que se faz? Qual o bar mais próximo onde não se castigue ninguém com o suor alheio e falta de espaço para respirar? Um Irish. Há quanto tempo! Pergunta: o que é que aconteceu aos Irish Clubs nos últimos anos? Foram invadidos pelo Bob Sinclar e ninguém avisou? Também faltou avisar que um bar não é uma discoteca e o som deve estar “ligeiramente” mais baixo. Só ligeiramente. E há karaoke num Irish? A amiga e gajo riam de não acreditar. Num minuto vozes engrossadas pela bebida ou pela vida ou pelo tabaco ou por já terem nascido assim, cantavam We are the Champions e o Freddie a agonizar lá para onde Deus o quis mandar. Noutro, batidas frenéticas e o Bob Sinclar e tudo. World Hold On. É isso. Espera aí um bocadinho que a amiga vai ali e já vem. Long live a companhia que ajudou a rir da desgraça. Ah! E definitivamente, Long Live Bairro Alto.

5 comentários:

Baidauei disse...

:) Viva o Irish!!

Baba disse...

Eu estou afónica. E se calhar convem sublinhar que hoje é segunda-feira. E AINDA ESTOU AFÓNICA! Aliás, hoje tenho noticiários para ler e tou com voz de bagaço. Mas no fundo, não foi mais que a minha tentativa de comunicar no sábado à noite, num formato de jantar que eu espero não se repetir...
Não podia estar mais de acordo com a minha amiga...

Allengirl disse...

E então, como foi ler noticiários sem voz?

Witch disse...

De facto meninas acho que vão ter que se deixar dessas coisas.
Cheguei à conclusão que as melhores noitadas são as que fazemos numa casa qualquer com os amigos em redor e claro alcool, muito alcool. Musiquinha a gosto, umas comezainas a acompanhar e voilá! Um serão bem passado sem esmagadelas nem falta de voz!
Experimentem!

Allengirl disse...

Por mim tudo bem, Witch. Para quando o jantar em tua casa, então? É que na minha, 3 pessoas já é uma multidão.